3 - O Exército na República
Capítulo 3 - Índice:
3.1 - SINTONIA PERMANENTE COM A HISTÓRIA
(Término da Monarquia e Proclamação da República)
3.2 - PERÍODOS DIFÍCEIS
(Consolidação da República)
3.3 - NOVO IMPULSO NO PREPARO PROFISSIONAL
(A modernização do Exército nos primórdios da República)
3.4 - NOVAS GERAÇÕES
(Ciclo revolucionário brasileiro: do Tenentismo ao Estado Novo)
3.5 - A COBRA FUMOU
(Participação da Força Expedicionária Brasileira - FEB - na 2ª Guerra Mundial)
3.6 - A HISTÓRIA QUE PRECISA VIRAR HISTÓRIA
(Antecedentes e Revolução Democrática de 1964
3.1 - SINTONIA PERMANENTE COM A HISTÓRIA (Término da Monarquia e Proclamação da República)
O arrefecimento do apoio proporcionado à Monarquia pela Igreja, seqüela da Questão Religiosa, pela elite agrária tradicional, como decorrência da Abolição da Escravatura, e pelo Exército, conseqüência das questões militares, aliado ao proselitismo republicano divulgado pela imprensa, tornou o advento da República uma questão de tempo.
O Exército, fiador, em nome do povo, da nova situação política do País, mantinha a ordem em todo o território nacional. Na verdade, o ocaso do Império transcorreu sem resistência que justificasse qualquer ação militar de natureza operativa.
O Marechal Deodoro da Fonseca, tendo assumido a chefia do Governo Provisório, nomeou seu Ministro da Guerra o Tenente-Coronel Benjamim Constant Botelho de Magalhães, renomado professor da Escola Militar e republicano de primeira hora.
A nova Constituição republicana, elaborada e promulgada com a presteza devida, estipulava que o primeiro presidente da República e seu vice fossem eleitos pelo Congresso Nacional. Venceram o pleito o Marechal Deodoro, de uma chapa, para presidente, e o Marechal Floriano, de outra, para vice, inaugurando prática que se tornaria comum na República brasileira: o presidente e seu vice pertencendo a partidos opostos.
A
partir da eleição, o Congresso moveu violenta oposição ao presidente
com aparente indiferença de seu vice. O recrudescimento da campanha
contra Deodoro leva-o a decretar “manu militari” o fechamento do
Congresso Nacional. A reação faz-se imediata.
A
Armada, capitaneada pelo Almirante Custódio de Melo, rebela-se,
ameaçando bombardear o Rio de Janeiro. Dos estados da Federação, vários
presidentes se manifestam mais contra do que a favor do golpe de
estado. Deodoro, para evitar derramamento de sangue, renuncia ao cargo,
demonstrando gesto de grandeza. Assume o poder o Vice-Presidente
Floriano Peixoto.
Nesse episódio, o Exército manter-se-ia afastado das paixões políticas, eximindo-se de apoiar esta ou aquela facção, embora Floriano entusiasmasse a jovem oficialidade. Importava mais manter a normalidade em todo o território nacional para evitar a ação de aproveitadores e oportunistas.
Inconformado com o fechamento do Congresso, imposto por Deodoro, o Almirante Custódio de Melo revoltou a Armada, determinando a renúncia do Presidente.
Com a República, proclamada por iniciativa dos militares, o povo brasileiro teria condições de influir na vida nacional.
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3.2 - PERÍODOS DIFÍCEIS
(Consolidação da República)
Floriano assume o governo sob o impacto de grande polêmica constitucional. Muitos consideram sua investidura ilegítima, razão pela qual treze oficiais-generais assinam manifesto solicitando a convocação de novas eleições. São presos; alguns reformados, outros vão parar em colônias militares.
As “viúvas” da monarquia valem-se do ensejo para conspirar contra a República.
A grande maioria do Exército apoia incondicionalmente Floriano, enlevada pelas virtudes que ornam sua personalidade de soldado e cidadão, como a firmeza de propósitos,a seriedade profissional, a coragem moral e o caráter incorruptível. Dessa autêntica devoção, partida em especial da oficialidade jovem, nasceria uma doutrina,o “Florianismo”, que exerceu grande influência no Exército, nos primórdios da República.
Os maragatos, como eram
conhecidos os revoltosos, motivados pelas primeiras vitórias, empreendem audaciosa marcha
rumo ao Norte. Enquanto isso, eclodia no Rio de Janeiro nova Revolta da Armada.
Integrava-a chefe de prestígio na Marinha, o Almirante Saldanha da Gama, que, junto com o
já conhecido Custódio de Melo, pressiona o governo. O que muda desta vez é que o
presidente agora é Floriano, o mesmo que, perguntado como receberia a Armada Inglesa que
viria garantir a segurança de cidadãos ingleses no Rio de Janeiro, respondeu: “à
bala”.
Os Revoltosos da Armada articulam-se com os federalistas do Rio Grande, e, assim fortalecidos, visualizam a possibilidade de depor o Presidente. Chegam a conquistar duas capitais de Estado: Desterro (atual Florianópolis) e Curitiba.
Todavia, seus planos de chegar ao Rio de Janeiro esbarrariam na determinação e na coragem de um Soldado: o Coronel Gomes Carneiro. Esse bravo, entrincheirado na cidade da Lapa, no Paraná, resistiu ao cerco imposto pelo comandante maragato, General Gumercindo Saraiva, que, por ter sido criado no Uruguai, mal falava nosso idioma. A ação do Herói Gomes Carneiro custou aos federalistas tempo e meios preciosos. A partir dali, retrocederam e, de derrota em derrota, sucumbiram.
A República venceria assim sua prova de fogo, consolidando-se graças a Floriano, o Marechal de Ferro.
No Governo de Prudente de Morais, o Exército será chamado a devolver à tranqüilidade remota região baiana, no vale do Vaza-Barris: Canudos. Nesse povoado, um punhado de fanáticos chefiados por explorador da crendice popular, Antônio Conselheiro, colocou-se à margem da lei, afrontando as autoridades estaduais. Impotente para subjugar a rebelião, o presidente do Estado solicita a intervenção de tropas federais.
Longa e san-grenta jornada esperaria o Exército nos sertões áridos da Bahia. Entre outros óbices, a distância das bases de suprimento dificulta o abastecimento das tropas em combate. Essa dificuldade, até ser resolvida pela visão militar do Marechal Bittencourt, atual Patrono do Serviço de Intendência, vai custar muitas vidas, dizimadas pelas hordas de Conselheiro.
Quase vinte anos de-pois, presidente o Marechal Hermes da Fonseca, o Exército vai pacificar outra revolta de fundo místico, similar a Canudos, na região do Contestado, fronteira dos estados do Paraná e de Santa Catarina.
Ainda nos anos Dez, no bojo da chamada “Política das Salvações Nacionais”, do Marechal Hermes, o Exército interviria em vários estados para preservar os interesses do governo federal. Nessa conjuntura particularmente conturbada, os militares desempenharam idêntico papel de moderação, ao exercido pelo Imperador no período monárquico, garantindo a sobrevivência das instituições republicanas.
Entre as insurreições rurais ocorridas na "República Velha", insufladas pelo misticismo sertanejo, destacaram-se as de Canudos e de Contestado.
Consolidada a República, o Brasil segue célere em direção ao seu destino.
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3.3 - NOVO IMPULSO NO PREPARO PROFISSIONAL
(A modernização do Exército nos primórdios da República)
As dificuldades decorrentes da pacificação do Arraial de Canudos trouxeram a lume o despreparo da Força Terrestre para o cumprimento de sua missão constitucional. Formada no ensino livresco e atolada no bacharelismo, “virtude militar” cultivada nos últimos anos do Império, a oficialidade ressentia-se de motivação profissional.
A criação do Estado-Maior do Exército, em 1896, como órgão emulador do preparo e do emprego da Força, já representou um primeiro passo no sentido da reversão desse quadro adverso.
Em 1905, o General Hermes da Fonseca patrocinou a realização de grandes manobras, que serviram para testar inovadoras táticas e técnicas de combate.
A extinção da Guarda Nacional, consumada em 1911, legou ao Exército a condição de único responsável pela ordem interna, o que lhe exigiria melhor disposição para mantê-la.
Os ares do revigoramento profissional sopram com mais intensidade, quando oficiais do Exército Brasileiro são mandados estagiar no poderoso exército alemão, embalado nas melhores tradições militares prussianas. São os “jovens turcos”, que retornam cheios de entusiasmo e de novas idéias. Chegam a fundar, em 1913, uma revista, “A Defesa Nacional”, para dar efeito multiplicador aos conhecimentos adquiridos.
A eclosão da Primeira Guerra Mundial, na Europa, e o conseqüente envolvimento brasileiro em função do torpedeamento de navio que singrava águas internacionais, levam o Exército a participar do conflito. Integraram o esforço de guerra sos homens públicos sensibilizam-se, convencidos pela pena brilhante de Olavo Bilac, da necessidade da introdução, no Brasil, do Serviço Militar Obrigatório. "Se todos os cidadãos usufruem das benesses da Pátria, nada mais justo de que todos participem de sua defesa."
Na Escola Militar do Realengo, oficiais selecionados por seus dotes de instrutor, receberamPoeta Olavo Bilac Poeta Olavo Bilac
o encargo de incutir, nos alunos, a nova mentalidade profissional do
Exército. Era a “Missão Indígena”, ventre no qual seriam gerados os
próceres do Tenentismo.
Data dessa época, a construção de inúmeros quartéis que ainda hoje desafiam o tempo em várias guarnições, mandados construir pelo Ministro da Guerra Dr. Pandiá Calógeras.
Porém,
o que mais marcou esse período de soer-guimento profissional da Força
Terrestre foi a obra ciclópica de Rondon, realizada em benefício dos
brasileiros e reconhecida internacionalmente como conquista da
humanidade. Este autêntico “Bandeirante do Século XX” propôs-se a
rasgar sertões nunca dantes palmilhados para levar o telégrafo até a
Amazônia, interligando remotas regiões do Brasil ao seu centro
político-administrativo. Sua atuação à frente da Comissão Construtora
de Linhas Telegráficas do Mato Grosso ao Amazonas, criada em 1907,
conferiu ao Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon o laurel de ser o
Patrono das Comunicações brasileiras.
O surto de modernização do Exército iria completar-se com a contratação, em 1920, de uma Missão Militar, credenciada pela vitória da França na Primeira Guerra Mundial. Essa missão, que por vinte anos permaneceria no Brasil, contribuiu sobremaneira para a elevação do padrão profissional dos nossos oficiais de todos os escalões e, por via de conseqüência, da Instituição. Dessa forma, o Exército preparava-se, sem saber, para enfrentar abalos em sua coesão, durante o ciclo revolucionário, e o desafio de organizar, instruir e enviar uma força expedicionária para lutar na Segunda Guerra Mundial.
A Olavo Bilac, o príncipe dos poetas brasileiros, devemos a instituíção, no Brasil, do Serviço Militar Obrigatório.
Graças ao trabalho de Rondon, puderam ser integrados ao território nacional regiões até então inacessíveis, como o sertão de Mato Grosso e as planícies da Amazônia.
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3.4 - NOVAS GERAÇÕES (Ciclo revolucionário brasileiro: do Tenentismo ao Estado Novo)
O aprimoramento profissional da oficialidade do Exército, decorrente do surto de modernização que empolgou a Força Terrestre pós-Império, gerou, como subproduto, a politização das classes armadas, em especial a dos jovens oficiais.
A vitória contumaz do candidato situacionista, fruto da "eleição a bico de pena" e dos "currais eleitorais" - o voto não era secreto - envolvia os pleitos em aura de suspeição, abalando, em muito, a credibilidade e a representatividade dos eleitos.
A oposição ao Presidente Epitácio Pessoa recrudescera em virtude da punição aplicada ao Marechal Hermes da Fonseca: ex-presidente da República, ex-Ministro da Guerra e presidente do Clube Militar.
O fechamento deste pelo Governo, aliado ao célebre episódio das “Cartas Falsas” - que teriam sido escritas pelo canditado à presidência Arthur Bernardes e endereça-das ao político mineiro e Ministro da Marinha, Dr. Raul Soares - publicadas na imprensa, desgastou a classe política perante o Exército e fez transbordar o copo da paciência tenentista.
No então Distrito Federal,
os alunos da Escola Militar do Realengo seriam fácil e rapidamente derrotados pelas
tropas aquarteladas na Vila Militar. Mas foi no Forte de Copacabana que a Revolução
expôs sua natureza mística. Intadoss à rendição, militares e um civil, cada um com um
pedaço da Bandeira Nacional junto ao coração, marcharam de peito aberto para enfrentar
as forças legalistas. Esse gesto representou o supremo sacrifício de um punhado de
jovens pelo mais puro ideal de regeneração da Pátria. Entre os “Dezoito do
Forte” estavam os Tenentes Antônio de Siqueira Campos e Eduardo Gomes que
sobreviveram à imolação de seus companheiros.
Do ideário tenentista constavam, além da instituição do voto secreto, a obrigatoriedade do ensino primário e profissional, justiça gratuita e principalmente o saneamento político do País, considerando a “decadência moral, a desordem administrativa e as perturbações econômicas que ameaçavam devorar o futuro, depois de haverem arruinado o presente” (trecho do manifesto revolucionário).
Seguiu-se violenta repressão: os alunos da Escola Militar foram expulsos e os tenentes revolucionários, presos e processados. Dois anos depois, a intransigência do governo Bernardes fez eclodir novos movimentos, em julho, em São Paulo, e, em outubro, no Rio Grande do Sul. A capital bandeirante chegou a ser tomada pelos revoltosos, de que resultou seu covarde bombardeamento aéreo e por artilharia, causador de muitas vítimas entre a população civil.
Da Revolução de 1924 resultaria a formação de duas colunas rebeldes: uma, procedente do Rio Grande do Sul, sob comando do Capitão Luis Carlos Prestes; outra, de São Paulo, integrada por vários chefes revolucionários, um deles, o Major Miguel Costa, da Força Pública de São Paulo.
No Paraná, as colunas fundiram-se para constituir a que ficou conhecida, impropriamente, como “Coluna Prestes”. Essa tropa, comandada por Miguel Costa, estava organizada em Estado-Maior e quatro destacamentos, comandados pelos Tenentes Cordeiro de Farias, João Alberto, Siqueira Campos e Djalma Dutra. Intensamente perseguida por forças legalistas, compostas por elementos do Exército, das polícias estaduais e de capangas e cangaceiros, a Coluna logrou percorrer treze estados da Federação e trecho do território paraguaio, totalizando cerca de 25 mil quilômetros, até se exilar, na Bolívia e no Paraguai, em 1927.
Durante o Governo Provisório, vários tenentes foram nomeados interventores nos estados da Federação. A nomeação do pernambucano João Alberto para a interventoria em São Paulo, com a preterição de vários próceres do Partido Democrático, deflagrou a insatisfação que iria desaguar na Revolução Constitucionalista de 1932, duramente reprimida pelo Governo Federal. A principal reivindicação dos paulistas - a normalização democrática do regime instituído em 1930 - iria se consumar com a promulgação da Constituição de 1934, arrancada graças ao derramamento do nobre sangue bandeirante.
Em 1937, sob pretexto de iminência de novo golpe comunista, com base em hipótese subversiva, o Plano Cohen - é a segunda crise que eclode motivada por documento falso - o Presidente Vargas instaurou, com o apoio das Forças Armadas, a ditadura do Estado Novo. Para assinalar o caráter unitarista do regime, as bandeiras estaduais seriam queimadas em concorrida solenidade oficial, no Rio de Janeiro.
A Constituição de 1946 tentou incrementar nova era na política brasileira. Sob o manto constitucional, Luis Carlos Prestes foi anistiado dos crimes de 1935. Eleito senador da República pelo Partido Comunista, atreveu-se a declarar que se o Brasil entrasse em guerra com a União Soviética lutaria contra sua Pátria. Essa espontânea declaração prenunciava que os comunistas de plantão consideravam que, em 1935, haviam perdido uma batalha, mas tinham esperanças de tomar o poder pela luta armada.
O episódio dos "Dezoito do Forte" eterniza o movimento tenentista brasileiro.
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3.5 - A COBRA FUMOU
(Participação da Força Expedicionária Brasileira - FEB - na 2ª Guerra Mundial)
À toda força aplicada corresponde outra de igual intensidade, mas de sentido contrário. Esta lei da Física foi apropriada pela História para justificar o surgimento, na década de 20, do nazi-fascismo, em oposição ao comunismo imperante na Rússia, desde 1917.
No decurso da Segunda Guerra Mundial, essas duas doutrinas, igualmente radicais e perniciosas à humanidade, encontravam-se em confronto, ameaçando a sobrevivência das nações. O Brasil seria envolvido no conflito em razão do torpedeamento, por submarinos nazistas, de embarcações civis em pacífica navegação de cabotagem.
O alinhamento do Brasil, na
cruzada democrática para deter o expansionismo da Alemanha nazista, da Itália fascista e
do Japão militarista, cristalizou-se com a criação da Força Expedicionária Brasileira
(FEB), em 1943.




Foram 239 dias de ação contínua contra o inimigo. Não voltariam à terra natal 433 brasileiros, imolados nos campos de batalha. A eles devemos, em difícil hora, a garantia da dignidade de nossa Pátria.
O Sargento Max Wolff Filho, lider, condutor de homens e exemplo de coragem, tombou em Montese, não sem antes preparar as sendas da vitória do seu Regimento Tiradentes.
A população do Rio de Janeiro, em nome da Pátria, aplaudiu os heróis da Força Expedicionária Brasileira pela sua atuação na Segunda Guerra Mundial.
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3.6 - A HISTÓRIA QUE PRECISA VIRAR HISTÓRIA (Antecedentes e Revolução Democrática de 1964
Getúlio Vargas, deposto em 29 de outubro de 1945, retornaria ao poder, pelo voto, em 31 de janeiro de 1951. Eis aí a gênese da cisão dos militares, grosso modo, em duas facções - getulistas versus anti-getulistas. O envolvimento de parte dos chefes militares na política partidária, prática comum a época, hoje abominada, contribuiu para o agravamento de crises, que, de outra forma, teriam se restringido a meras querelas políticas, incapazes de com-prometer a normalidade institucional do País.
Em 1951 e 1955, políticos perdedores das eleições presidenciais brandiam a tese da ilegitimidade dos eleitos, alegando a não-obtenção da maioria dos votos. Já em 1954, virulenta oposição ao Presidente Vargas conduzira-o ao gesto extremo do suicídio, que o tirou da vida para colocá-lo na História.
Em 1961, o Presidente Jânio Quadros escolheu o Dia do Soldado, 25 de agosto, para surpreender a Nação, renunciando ao mandato concedido pela maioria do povo. Instaurava-se nova crise institucional no País, arrefecida com o advento do parlamentarismo, de curta duração, que permitiu a posse do Vice-Presidente João Goulart.
Vitoriosas, as tropas revolucionárias foram recebidas com aplausos pela população, que saudava a volta do País à normalidade.
Eufórico, o povo vibrou nas ruas com a prevalência da democracia, restabelecida com a vitória do movimento de março de 1964.
Os recentes fatos da História contemporânea demonstram que o povo brasileiro estava certo quando, na década de 60, optou pela democracia.
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Fonte: Centro de Comunicação Social do Exército
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