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4 - O Exército na Atualidade

ExercMissaoPaz1 Capítulo 4 - Índice:
4.1
- ATUANDO COMO ALGODÃO ENTRE CRISTAIS (Participação em missões de paz)
4.2 - O BRAÇO FORTE DA PÁTRIA (O preparo para o cumprimento da missão constitucional)
4.3 - FRONTEIRAS (A permanente vigilância)
4.4 - A MÃO AMIGA DO POVO (As atividades complementares e assistenciais)

 

 

4.1 - ATUANDO COMO ALGODÃO ENTRE CRISTAIS (Participação em missões de paz)TropaONU

Desde a criação da Organização das Nações Unidas (ONU), como fruto da Segunda Guerra Mundial, o Brasil vem apoiando as iniciativas destinadas a preservar a paz entre as nações e entre os homens de um mesmo país.

Em que pese o esforço que vem sendo feito no sentido de incentivar a convivência pacífica entre os países e o respeito à autodeterminação dos povos, guerras localizadas têm irrompido em várias partes do mundo. Isto tem exigido a colocação, entre os beligerantes, dos famosos capacetes azuis, cuja função se assemelha a algodão colocado entre cristais.

Nesse sentido, o Brasil vem integrando missões de paz, enviando observadores militares, para Ásia (Índia e Paquistão), Oriente Médio (separando, entre 1956 e 1967, árabes e judeus), América Central (Nicarágua, El Salvador e República Dominicana), África (Angola, Moçambique e Ruanda) e Europa (na ex-Iugoslávia).

Em face do prestígio do Brasil no âmbito internacional, oficiais-generais do Exército Brasileiro comandaram a Primeira Missão de Verificação das Nações Unidas em Angola (UNAVEM I) e a ONUMOZ, Operação das Nações Unidas em Moçambique.

Em 1994, o Exército Brasileiro enviou a Moçambique, como força de paz, uma Companhia de Infantaria, encarregada de fiscalizar a desmobilização das forças guerrilheiras que convulsionavam aquele país africano.

Os militares brasileiros, mercê do excelente desempenho de suas atribuições como combatentes da Paz, têm angariado o respeito e a admiração internacionais, pela forma profissional como enfrentam os desafios da missão e pela forma fraterna com que se relacionam com os naturais de cada país. Com isso, conseguem projetar em verdadeira grandeza, o valor do Exército Brasileiro no exterior.
OnuAngolaMocambique
As Missões de Paz são o instrumento do Brasil para a garantia dos direitos de todos os povos em conflito.

A alma conciliadora do brasileiro capacita o nosso soldado a contribuir de modo significativo para paz mundial.

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4.2 - O BRAÇO FORTE DA PÁTRIA (O preparo para o cumprimento da missão constitucional)HelicopteroPousando

A necessidade de segurança remonta ao alvorecer da história da humanidade, quando o bicho-homem resolveu abandonar o nomadismo e começou a fixar-se. Os primeiros habitantes inteligentes da terra logo constataram que as roças cultivadas, se não fossem convenientemente protegidas, seriam facilmente conquistadas ou destruídas por tribos vizinhas ou animais. Dessa forma, perceberam que, se de cada dez homens engajados na produção um permanecesse vigiando, o trabalho dos outros nove produziria melhores resultados. Daquele homem de guarda com um porrete na mão, aparentemente ocioso, dependia a sobrevivência de toda a comunidade. Reside nessa simples caracterização, a gênese dos exércitos. Por via de conseqüência, as nações, mesmo as ditas pacifistas, não prescindem de suas forças armadas e as mantêm para prover sua segurança, sem a qual não disporão de con-dições para preservar o patrimônio nacional e progredir.

A Nação brasileira, por meio da Constituição, delega às suas Forças Armadas a missão de defendê-la e de garantir os poderes constitucionais, e, por iniciativa de qualquer deles, a lei e a ordem. Sem dúvida, o Exército Brasileiro encontra-se diuturnamente preparado para cumpri-la, não obstante as dificuldades inerentes a um país em desenvolvimento e com o encargo de resgatar vultosa dívida social.

Concorre para o êxito dessa empreitada, a comprovada capacidade que o Exército tem de vencer obstáculos e de superar adversidades, em face, principalmente, da capacitação e da motivação de seus recursos humanos, recrutados, indistintamente, no seio do povo, e com este identificados. 

A principal preocupação do Exército reside na sua preparação, para respaldar as decisões do País, grande potência emergente, respeitada nos contextos continental e mundial.

Nesse sentido, a Força Terrestre evolui constantemente sob o ponto de vista operacional, de sorte a fazer face às exigências da guerra moderna.

CIGENo bojo da implantação da nova Organização Básica do Exército, de configuração sistêmica, foram criados, em 1986, em substituição aos antigos Exércitos, os Comandos Militares de Área. A esses grandes comandos, em número de oito, competem responsabilidades operacionais, administrativas e territoriais, devendo, quando acionados, responder a todos os desafios decorrentes da missão atribuída ao Exército pela Constituição.

A racionalização da estrutura organizacional do Ministério do Exército conferiu maior agilidade à tomada de decisões relacionadas ao planejamento do preparo e do emprego da Força Terrestre.

Como exemplos, podem ser citadas a reestruturação do Estado-Maior do Exército e a criação do Comando de Operações Terrestres, ocorridas em 1991, organismos planejadores e acompanhadores da atividade-fim. A introdução da aviação na Força Terrestre, pela criação de unidades de helicópteros, conferiu-lhe grande flexibilidade de emprego, ao mesmo tempo que lhe aumentou a mobilidade. Já o ingresso na era da Guerra Eletrônica - sem a qual não se pode pensar em combater na atualidade - ensejou ao Exército a otimização de seu sistema de Comando, Coordenação, Controle e Inteligência, agente multiplicador do poder de combate.

No que concerne à operacionalidade da tropa, procedeu-se à racionalização das organizações militares, adequando estruturas, pessoal e material às suas possibilidades e limitações. A implantação do Sistema de Instrução Militar do Exército Brasileiro (SIMEB) representou grande avanço no adestramento da tropa, instruída segundo dois pressupostos: aprender fazendo e imitar o combate.

Para esse desiderato concorre o Serviço Militar, responsável pelo caráter democrático e participativo do Exército Brasileiro, por engajar, na defesa do País, todos os estratos sociais que que o integram.Missil

A par das vantagens que proporciona, esse sistema confere à Nação enorme capacidade de mobilização de pessoal adestrado em caso de necessidade.

A transferência de grandes unidades para a região amazônica veio ao encontro do atendimento das estratégias da presença e da dissuasão.

A constituição de forças de pronto emprego, cujo número se pretende ampliar, de acordo com as possibilidades orçamentárias, aptas a se contraporem, de imediato, a uma emergência, e a criação de tropas vocacionadas para o combate em regiões específicas constituem trunfos que garantem a operacionalidade do Exército em níveis adequados.

Nesse cenário de modernidade situam-se, na área de ciência e tecnologia, a Indústria de Material Bélico do Exército (IMBEL) e o Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento (IPD) desenvolvendo, construindo e avaliando novos materiais, adaptados ao nosso combatente e ao nosso terreno.

 

Tropas

Contribui, sobremaneira, para o aumento da eficiência dos quadros e da tropa, a elevada prioridade que vem sendo atribuída à formação de recursos humanos, particularmente nas diversas escolas. Nesse contexto insere-se a criação do Quadro Complementar de Oficiais, que permitiu melhor empregar o pessoal destinado à atividade-fim.

O trabalho profissional, com os olhos sempre voltados para o futuro, em que pesem carências conjunturais de recursos, confere à Nação a certeza de poder contar, sempre, com uma Força Terrestre em condições de garantir sua soberania e integridade.

O Exército por intermédio da Indústria de Material Bélico (IMBEL) tem condições de satisfazer suas necessidades em alguns itens críticos de suprimento, como munições especiais.

O homem é a essência do Exército.

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4.3 - FRONTEIRAS (A permanente vigilância)

A presença militar nas nossas fronteiras se insere no processo histórico de formação da nacionalidade brasileira.Apoio

Por mais de quatro séculos, foram progressivamente erigidas fortificações militares, que contribuíram para preservar a integridade territorial e a soberania do Brasil. Mantendo acesos os ideais de nossos antepassados, o Exército se faz presente para vigiar e garantir os cerca de 15.000km de fronteiras terrestres brasileiras.

Particularmente nas mais longínquas paragens da Amazônia, onde, muitas das vezes, só se consegue chegar através de barco ou de avião, as unidades de fronteira da Força Terrestre também interiorizam o desenvolvimento e coope-ram para a integração nacional.

Nessas unidades, verdadeiras sentinelas avançadas, cidadãos brasileiros postos a serviço da Nação velam, permanentemente, pela sua segurança.

Os Pelotões de Fronteira, alguns instalados há cerca de 100 anos, constituem verdadeiros núcleos de apoio social. São alguns, única presença de civilização nessas remotas e inóspitas regiões do País. O amparo da autoridade, o auxílio pronto nas necessidades, a vibração e o entusiasmo cívico contagiantes fazem gravitar, em torno da maioria deles, populações esparsas pelas redondezas. Cumprem, dessa maneira, sua nobre e árdua missão. O "braço forte" vigia e garante a integridade da Pátria; a "mão amiga" estendida apóia e contribui para a melhoria das condições de vida de brasileiros.

Os Pelotões Especiais de Fronteira prestam apoio nas áreas de saúde às comunidades da Região Amazônica.

Nos mais longínquos rincões do território nacional, a presença marcante da Força Terrestre garante a soberania nacional.

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4.4 - A MÃO AMIGA DO POVO (As atividades complementares e assistenciais)

Braço forte da Pátria, dedicado diuturnamente à preparação para o cumprimento da sua missão constitucional - defendê-la e garantir-lhe os poderes constitucionais, a lei e a ordem - o Exército constantemente estende sua mão amiga ao povo, na execução de atividades complementares, planejadas ou emergenciais.

Constitui atividade complementar o apoio à infância, executado anualmente em várias guarnições. Dois exemplos conhecidos são a organização de colônias de férias e a participação em campanhas de vacinação. Todavia, avulta de importância o esforço do Exército em ajudar a Nação a integrar crianças desamparadas ao convívio social, pela “incorporação” em muitos quartéis, de pelotões mirins. Neles, os meninos, junto com as primeiras letras, aprendem ofícios e noções de civismo, requisitos essenciais ao pleno exercício da cidadania.

Nos tradicionais Colégios Militares, aproximadamente 13.000 jovens de todas as origens, além de excelente formação escolar básica, absorvem virtudes praticadas na caserna, que lhes serão úteis pelo resto de suas vidas, como cidadãos.

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Emergencialmente, a Força Terrestre é convocada - e o faz com dedicação - para minorar o sofrimento, a dor, a tristeza, o desconforto de irmãos brasileiros acometidos por infortúnios de toda natureza. Em 1987, em Goiânia (GO), ocorreu um acidente radioativo. Imediatamente, o Exército colocou-se à disposição das autoridades competentes e participou, com homens especializados e equipamentos, da cruzada para conter a ampliação da tragédia.

Por ocasião das secas que afligem sazonalmente o laborioso povo nordestino, o Exército tem-se colocado a serviço da distribuição de alimentos, no bojo de projetos especiais e da organização de frentes de trabalho.

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Até povos irmãos têm sentido a solidária ação verde-oliva, como foi o caso do engajamento de militares brasileiros no mutirão internacional para socorrer vítimas do grande terremoto ocorrido no México, em 1985. Além de auxílios ocasionais, o Exército encontra-se empenhado em colaborar na melhoria da infraestrutura viária do País, trabalho que realiza há décadas por meio de sua Engenharia de Construção. Hoje, como no passado, nossos soldados lançam dormentes e trilhos, rasgando a terra para construção de estradas e canais, pistas de pouso, poços e açudes.

Assim é o Exército! Instituição que, simultaneamente à sua preparação para a guerra, desenvolve, com eficácia, ações complementares, em proveito do bem-estar do povo e do desenvolvimento do País.

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Esse é o seu Exército, sempre participando e apoiando: distribuindo alimentos, no apoio as nações amigas (como no terremoto do México) nas ações de cidadania em conunidades carentes ou mesmo nos momentos tensos como o acidente radioativo em Goiânia.

Colégios Militares: a contribuição do Exército na área da educação!

Exército Brasileiro - uma Força "Amada" - presente e solidária em todos os momentos.

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Fonte: Centro de Comunicação Social do Exército


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