|
Um cemitério criado na região da Toscana, em Pistóia na Itália, permitiu reunir num único local, com quadras apropriadas e devidamente demarcadas, os restos dos mortos nos combates do Teatro de Operações de Guerra Italiano. Ao final do conflito, em maio de 1945, havia 443 sepultados nesse local.
A iniciativa partiu do Coronel Oswaldo de Araújo Motta, ajudante geral da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária, e do 1º Tenente Intendente Lafayette Vargas Moreira Brasilini, comandante do Pelotão de Sepultamento, que providenciaram o "Cemitério Militar Brasileiro". O objetivo era reunir os restos mortais num único local, à margem da estrada para Candeglia, numa das saídas da cidade de Pistóia, na região da Toscana italiana. Em outubro de 1952 foi criada uma comissão de repatriamento dos mortos brasileiros sepultados no Cemitério de Pistóia, o que foi consumado apenas no ano de 1960. Ocorreu, então, uma das mais emocionantes cerimônias na cidade do Rio de Janeiro, quando a Nação teve a oportunidade de assistir a mudança dos restos mortais de todos os seus heróis da 2ª Guerra Mundial. No Aterro da Glória (hoje aterro do Flamengo), foram sepultados junto ao "Monumento Nacional dos Mortos" da guerra.
Onde estava o Cemitério Militar Brasileiro, foi construído o Monumento Votivo Brasileiro, foi mantido pelo Tenente Miguel Pereira (1918 † 2003), um ex-combatente que desde o final da Guerra permaneceu em solo italiano, com a missão de cuidar daquele pedaço de terra brasileira, cravado na região da Toscana .
Em 3 de junho de 1960, Jerônimo Alves Santos foi nomeado o primeiro diretor do Monumento Votivo, cujas obras foram concluídas em 24 de junho e inaugurado em 5 de agosto do mesmo ano. O Monumento é composto de uma plataforma que contém uma pirâmide triangular com as placas inaugurais, um grupo escultórico em homenagem às Forças Armadas, um painel metálico estilizando um engenho aéreo de guerra e duas colunas monumentais, entre as quais encontra-se o túmulo do "Soldado Desconhecido", ponto central de todas as homenagens e solenidades ali realizadas.
Anos mais tarde, nos Montes Apeninos, foram encontrados os restos mortais de um dos soldados brasileiros extraviados. Por decisão unânime dos ex-combatentes, o corpo permaneceu no mesmo local, onde encontra-se o túmulo do "Soldado Desconhecido".
Fonte: Noticiário do Exército
Fotografias: Marcio Santiago afilhado do Veterano Major Joaquim Santiago
|